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TI NUKINÍ
Acre

TI NUKINÍ

A Terra Indígena Nukini situa-se no estado do Acre, no extremo sudoeste da Amazônia brasileira, no município de Mâncio Lima, em uma região de fronteira internacional com o Peru e a Bolívia. Na porção oeste do estado destaca-se a Serra do Divisor, formação geológica vinculada à serra peruana de Contamana, onde se localiza o ponto de maior altitude do Acre, atingindo aproximadamente 600 metros. A dinâmica hidrográfica regional é estruturada pelas bacias dos rios Juruá e Purus, ambos afluentes da margem direita do rio Solimões. A bacia do Juruá, com aproximadamente 250.000 km², caracteriza-se por uma densa rede de drenagem e elevada sinuosidade de seus cursos d’água, reunindo importantes afluentes em ambas as margens. Nesse contexto, a Terra Indígena Nukini insere-se na margem esquerda do rio Moa, em área de elevada relevância ecológica e forte interdependência entre sistemas fluviais e modos de vida locais. A Terra Indígena Nukini integra um contínuo territorial estratégico de conservação, sendo contígua ao Parque Nacional da Serra do Divisor (PNSD), unidade de conservação criada pelo Decreto nº 97.839, de 16 de junho de 1989, atualmente sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O acesso ao território ocorre predominantemente por via fluvial, com tempo médio de deslocamento estimado entre seis e oito horas, a depender das condições de navegabilidade. Do ponto de vista jurídico administrativo, a Terra Indígena Nukini foi homologada pelo Decreto nº 400, de 24 de dezembro de 1991, com publicação no mesmo mês, e registrada em 1997, abrangendo uma área de 27.264 hectares. A demarcação territorial constituiu um marco fundamental para a garantia dos direitos territoriais e para a proteção dos sistemas socioculturais do povo Nukini, assegurando as bases materiais e simbólicas de sua reprodução social. Referencias CORREIA, Cloude de Souza. Nukini. Povos Indígenas no Brasil. ISA. 2005. Disponível em: HTTPS://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Nukini. Acesso em 05 de dez. 2024. FREITAS, Renata Duarte de Oliveira. Aldeia Isã Vakevu, do povo originário Nukini: um sítio natural sagrado no coração do Juruá. 2024. Tese (Doutorado em Direito, Estado e Constituição) – Universidade de Brasília, Brasília, 2024.

Relatório de dados coletados em campo

Resumo e respostas detalhadas dos formulários publicados aplicados nas aldeias desta terra.

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Aldeias nesta terra

Acre

Aldeia Vaka Visu

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Acre

Aldeia Kâpu

A aldeia Kãpu integra o Território Indígena Nukini, localizada no município de Mâncio Lima, no estado do Acre. A aldeia é composta por aproximadamente 23 famílias, cuja organização social está baseada nos vínculos comunitários e nas práticas tradicionais do povo Nukini. A dinâmica local é fortemente relacionada ao uso sustentável dos recursos naturais, com atividades voltadas à agricultura de subsistência, pesca e coleta, além da produção de artesanato. A vida na aldeia mantém estreita relação com o território, refletindo conhecimentos tradicionais associados ao manejo da floresta, à conservação ambiental e à reprodução sociocultural do grupo.

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Acre

Aldeia Panã

A Aldeia Panã é uma comunidade indígena localizada na região do Rio Moa, no Acre, sendo um local de encontro para lideranças locais, conforme registrado em redes sociais. A área é marcada por atividades de assembleia, fortalecimento cultural e vivência tradicional, com destaque para a presença do povo Yawanawá na região.

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Maloquinha Acre

Maloquinha

A Aldeia Maloquinha pertence ao povo Nukini e está localizada na Terra Indígena Nukini, no município de Mâncio Lima, na região do alto rio Moa, extremo oeste do Acre. O território situa-se próximo ao Parque Nacional da Serra do Divisor e à fronteira entre o Brasil e o Peru, formando parte de uma importante área contínua de floresta protegida. Os Nukini pertencem à família linguística Pano. Atualmente, o português é amplamente utilizado pelas famílias, enquanto a língua Nukini passa por um processo de recuperação e fortalecimento, desenvolvido principalmente nas escolas e por meio da transmissão dos conhecimentos dos mais velhos. Fonte: Comissão Pró-Indígenas do Acre – CPI-Acre (2026); Instituto Socioambiental – ISA (2026).

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Registros de Campo

Galeria de imagens

Imagens da terra TI NUKINÍ e arredores.

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